06.08.2014 | Raul Jungmann

06.08.2014

DIARIO DE PERNAMBUCO

EDITORIA: PODER

DIARIO POLÍTICO

Marisa Gibson
marisagibson.pe@dabr.com.br

QUINTO ELEMENTO
A bancada da oposição na Câmara Municipal do Recife ganhou um quinto elemento. Ontem, na sessão plenária, a vereadora Marília Arraes (PSB) sentou-se ao lado dos oposicionistas pela primeira vez e também assinou o requerimento de abertura da CPI do Transporte Público (CPI do Busão), de autoria do líder da oposição, Raul Jungmann (PPS).

FOLHA DE PERNAMBUCO

EDITORIA: POLÍTICA

MARÍLIA SE UNE À OPOSIÇÃO NA CÂMARA

EDUARDO SOL

O segundo dia de trabalhos na Câmara dos Vereadores do Recife, após o recesso, parecia a famosa “Quadrilha” do poeta Carlos Drummond: João que amava Tereza que amava etc… que não amava ninguém. A confusão vem da tênue linha que separa quem é de oposição e quem é de situação em uma esfera municipal, quando, em jogo, este ano, estão mandatos estaduais e federais.

Parlamentares que viraram oposição de um lado, embora sejam situação de outro. Ontem, por exemplo, foi o primeiro dia como “opositora” da vereadora Marília Arraes (PSB), que rompeu com seu partido e decidiu apoiar a candidatura de Armando Monteiro Neto (PTB) ao Governo de Pernambuco.

A socialista assinou o pedido da abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as licitações no transporte coletivo da Capital, apresentado pelo líder da oposição, Raul Jungmann (PPS). Marília esteve, durante a sessão de ontem, ao lado dele e das vereadoras Aline Mariano (PSDB) e Priscila Krause (DEM). Jungmann admitiu que a atual configuração da bancada oposicionista é temporária e afirmou que teve só uma conversa inicial com Marília. “O importante é que ela assinou a CPI do Busão. Vamos conversar até com o PT”, adiantou.

O PT rompeu com a gestão do prefeito Geraldo Julio (PSB) ao sair da Frente Popular e apoiar Armando Neto. Talvez esse “balaio” tenha feito Marília se moderar. “Não me acho oposição. Só acho a escolha de meu partido errada”, alegou.

Mas outro nome pode engrossar a lista da CPI, já com cinco (precisa de 13): o da vereadora Isabella de Roldão, cujo partido, o PDT, apoia Armando. Ela diz estar sofrendo represália da Prefeitura. A pedetista tomou também as dores de Marília, na tribuna. Como publicou ontem a Folha de Pernambuco, na coluna Folha Política, integrantes da Frente Popular batizaram de “Marília” uma cadela que frequenta o comitê da coligação.

“Repudio esse machismo. Não se faz política assim”, revoltou-se a pedetista. Marília agradeceu a defesa feita por Isabella, mas disse para ambas não se sentirem ofendidas, pois quem deveria sentir isso é o próprio PSB, pelas escolhas que fez.

CÂMARA MUNICIPAL

ANDRÉ DIZ QUE EQUIPE DELE FOI IMPEDIDA DE ENTRAR EM ESCOLA

O vereador André Régis (PSDB) alertou aos vereadores que uma equipe de seu gabinete, encarregada de pesquisas em escolas municipais, foi impedida de entrar em uma escola da rede municipal. Desde o início do mandato, ano passado, que o parlamentar e equipe estão pesquisando as condições das escolas e a qualidade do ensino. Ele já havia alertado para a propaganda que vem sendo veiculada pela Prefeitura, onde “a realidade mostrada não condiz com a verdadeiramente vivida pelas crianças. Minha equipe foi impedida de entrar por não ter autorização da Secretaria de Educação. Não vou aceitar isso, pois o trabalho do vereador é fiscalizar a gestão”. Ele lembrou, esta tarde na Câmara do Recife, que disponibilizou todos os relatórios de suas fiscalizações e pesquisas à gestão.

Carlos Gueiros (PTB) questionou o colega se ele havia sido impedido ou a equipe dele. Gueiros explicou que a Lei Orgânica garante ao vereador a livre entrada, mas o livre acesso é apenas para os parlamentares e não se estende a equipes. André disse que não estava presente, mas já havia sido impedido de entrar em outras escolas nesta mesma gestão. “Não trabalho sozinho, tenho equipe que trabalha comigo”.

Gilberto Alves (PTN), líder do governo afirmou que nenhum parlamentar jamais foi impedido de entrar em qualquer órgão, ou deixou de fazer qualquer fiscalização. “Todos têm garantido o direito de fiscalizar. No entanto, a equipe deve buscar autorização”. Sobre a propaganda Gilberto Alves enfatizou que tudo o que é mostrado é real. Segundo ele, os tablets, a robótica, o fardamento, tudo isso é verdadeiro. “Nas últimas décadas e em gestões anteriores não vimos mudança significativa no padrão educacional. Nossa gestão está mudando essa realidade com escolas integrais e equipamentos de ponta”.

Raul Jungmann (PPS), líder da Oposição, defendeu a prerrogativa do vereador e da Casa legislativa, de fiscalizar os atos da gestão. “A fiscalização serve para aprimorar a qualidade do ensino e disso não se pode abrir mão”. Vicente André Gomes (PSB) lembrou que é preciso tempo para se restaurar a educação com qualidade. “Temos cinco escolas no Estado em tempo integral. Houve problemas com fardamento no início da gestão, já corrigido. Há muito que fazer e estamos fazendo”. Priscila Krause (DEM) rebateu a informação da escola integral, que segundo ela, começou há mais de 15 anos. “Estamos discutindo uma questão municipal, mas os colegas parlamentares estão eleitoralizando o debate e esse é um caminho ruim. Estamos falando de qualidade de ensino, da equipe que foi impedida de entrar e não sobre gestões ou partidos”.

Jairo Britto (PT) frisou que a melhora do ensino era patente desde as gestões do PT e que é preciso trazer outras variáveis para debater seriamente. Henrique Leite (PT) enfatizou que o PT destruiu uma prática de outras gestões, ruim como as escolas comunitárias que atendiam interesses de determinados políticos. Jurandir Liberal (PT) discordou das críticas feitas ao PT sobre a condução da educação, mas concorda com André Régis que os vereadores não podem ser impedidos de fiscalizar. “Os problemas da educação se arrastam há décadas no país e passaram por muitas gestões”.

LEIAJÁ

MARÍLIA ARRAES ASSINA A FAVOR DE CPI CRIADA PELA OPOSIÇÃO

Vereadores de oposição querem abrir uma comissão para investigar o Transporte Público do Recife

Giselly Santos

O vereador Raul Jugmann (PPS), líder da bancada da oposição, comemorou, nesta quarta-feira (6), a conquista de mais uma assinatura no requerimento de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Transportes Públicos na Câmara Municipal do Recife. Na sessão plenária da Casa José Mariano dessa terça (5), a vereadora Marília Arraes (PSB) sentou ao lado dos oposicionistas, pela primeira vez, e aderiu à campanha puxada pelo pós-comunista desde o ano passado.

“Conversei com Marília, que teve a sensibilidade de oficializar seu posicionamento em favor dos passageiros de ônibus da nossa cidade. Agora, vou buscar as demais assinaturas necessárias para instalação da CPI junto às bancadas dissidentes”, contou Raul Jugmann, que está otimista com a possibilidade de adesão também de vereadores do PT e do PTB, todos rompidos com a gestão municipal.

Para instalar a CPI, são necessárias 13 assinaturas no requerimento. Além de Marília Arraes, já assinaram também Aline Mariano (PSDB), Priscila Krause (DEM) e André Régis (PSDB). “Tenho convicção de que este número vai crescer e conseguiremos atingir o nosso objetivo. Não podemos mais permitir que a população continue sofrendo com a superlotação, a demora dos ônibus e as desorganizações nos terminais integrados. Vamos dar um basta nisso”, asseverou.

BLOG DE JAMILDO

VIDA ANIMAL

EM COMITÊ OFICIAL, SOCIALISTAS BATIZAM CADELA EM HOMENAGEM A MARÍLIA ARRAES. VEREADORA PROTESTA NA CÂMARA MUNICIPAL DO RECIFE

Por Julio Cirne, repórter do Blog

Um mês depois de ter abandonado o barco socialista, com críticas públicas ao primo e presidenciável Eduardo Campos, a vereadora do Recife Marília Arraes recebeu uma “homenagem” no mínimo inusitada no comitê oficial de campanha da chapa majoritária do PSB em Pernambuco, localizado no bairro de Parnamirim, área central do Recife. Uma cadela vira-lata recebeu o nome da vereadora do PSB.

A cadela teria chegado ao local ainda no mês passado e, desde então, passou a ser cuidada pelas pessoas que lá prestam serviços. O nome próprio teria sido dado pelo auxiliar de serviços gerais Jorge Carlos, de 48 anos, que já presta serviços a campanhas do PSB há várias eleições.

A nominação da cachorra repercutiu mal nas redes sociais, onde os militantes do candidato ao governo Armando Monteiro Neto, do PTB, rival do socialista, apontaram falta de respeito com as mulheres.

O batismo do pet, com visível ar de provocação, também recebeu críticas da própria vereadora, que havia rompido com o primo recentemente, fazendo críticas abertas à sua candidatura. Em pronunciamento feito nessa terça-feira (05) na Câmara dos Vereadores do Recife, Marília Arraes protestou publicamente.

“Não me sinto ofendida em minha honra. Quem deveria estar ofendido é quem está hoje à frente do partido – PSB. Isto já é falta de decoro, já é manchar a honra de tanta gente que deu sua vida por este partido”, declarou.

O coordenador do comitê socialista, Gustavo Melo, negou que houvesse intenção pejorativa no ato de colocar o nome da vereadora no animal.

Já Jorge, conhecido no comitê como “Coalhada”, disse que colocou o nome da vereadora na cadela porque admira muito Marília.
“Ela é minha madrinha, eu sou fã dela. Por isto quis colocar o nome para homenageá-la”, afirmou o auxiliar de serviços gerais.

Marília não é o único animal de estimação do comitê; ainda há uma outra cadela e quatro periquitos. A segunda cadela foi batizada fazendo menção à vice na chapa de Eduardo Campos à presidência, recebendo o nome de Marina. Os periquitos receberam nomes e sobrenomes idênticos aos de personalidade de peso no PSB de Pernambuco: o do candidato Eduardo Campos, o do Prefeito de Recife, Geraldo Júlio, o do candidato ao governo, Paulo Câmara, além do vice na chapa de Câmara, Raul Henry (PMDB). O candidato do PSB ao senado, Fernando Bezerra Coelho, não recebeu nenhuma homenagem.

Gustavo Melo ainda afirmou que não é a primeira vez que animais são tratados como ‘mascotes’ nos comitês do partido.
“No pleito de 2010, havia um casal de cachorros. A fêmea se chamava Dilma e o macho, Quarentinha (em menção ao número de Eduardo nas urnas). Nós apoiávamos a Dilma e ninguém entendeu isto como ofensa”, concluiu o coordenador.

Nesta manhã de quarta, em visita ao Porto Digital, o candidato ao governo do Estado Paulo Câmara não aceitou comentar o episódio e disse que só falaria sobre a campanha: “Nem soube dessa história e prefiro não comentar este tipo de coisa. Eu quero discutir as idéias e propostas para o futuro de Pernambuco; questões como estas não me interessam”. Também foi procurado para comentar o assunto o também vereador de Recife e marido de Marília, Felipe Francismar (PSB); no entanto, ele não foi localizado.

A vereadora afirmou em entrevista ao Blog que não acredita ser Jorge o responsável pelo “batismo” do animal e que isto reflete o quanto a campanha socialista “está baixa”. A vereadora ainda rebateu as afirmações do candidato Paulo Câmara que, ainda na mahã desta quarta-feira, afirmou não ter conhecimento do fato, e que “não fala sobre isto e só discute política”. “Ele não sabe discutir porque não é político. As atitudes dos militantes também são política”, disse Marília sobre Câmara.

Vereadora na oposição

Com mérito ou não, a vereadora pulou oficialmente nesta semana para a bancada de oposição no Recife, depois de ter sido eleita pelo PSB e até mesmo ter sido nomeada secretária da Juventude, na gestão do socialista Geraldo Júlio (PSB).

Na sessão plenária de ontem à tarde, a vereadora Marília Arraes (PSB) sentou ao lado dos oposicionistas pela primeira vez e aderiu à campanha pela abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Transportes Públicos na Câmara Municipal do Recife.

O vereador Raul Jugmann (PPS), líder da bancada da oposição, comemorou a conquista. “Conversei com Marília, que teve a sensibilidade de oficializar seu posicionamento em favor dos passageiros de ônibus da nossa cidade. Agora, vou buscar as demais assinaturas necessárias para instalação da CPI junto às bancadas dissidentes”, contou Raul Jugmann, que está otimista com a possibilidade de adesão também de vereadores do PT e do PTB, que romperam com a gestão municipal.

Para instalar a CPI, são necessárias 13 assinaturas no requerimento.

Além de Marília Arraes, já assinaram também Aline Mariano, Priscila Krause e André Régis. “Tenho convicção de que este número vai crescer e conseguiremos atingir o nosso objetivo. Não podemos mais permitir que a população continue sofrendo com a superlotação, a demora dos ônibus e as desorganizações nos terminais integrados. Vamos dar um basta nisso”, asseverou.

 

BLOG DO INALDO SAMPAIO

MARÍLIA CAMINHA PARA A OPOSIÇÃO AO PREFEITO GERALDO JÚLIO

A vereadora Marília Arraes (PSB) está caminhando, aos pouquinhos, para integrar a bancada de oposição ao prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB).

Ela subscreveu ontem o requerimento de autoria do colega Raul Jugmann (PPS) em favor da criação da CPI dos Transportes Públicos.

Além disso, sentou pela primeira vez ao lado da bancada que faz oposição ao atual prefeito, de quem foi secretária dos Direitos Humanos até abril deste ano.

“Conversei com Marília, que teve a sensibilidade de oficializar seu posicionamento em favor dos passageiros de ônibus da nossa cidade. Agora, vou buscar as demais assinaturas necessárias para instalação da CPI junto às bancadas dissidentes”, contou Raul Jugmann, que está otimista com a possibilidade de adesão também de vereadores do PT e do PTB, que romperam com a gestão municipal.

Marília rompeu com a Frente Popular no último mês de julho e declarou em voto para Dilma Rousseff (PT) e Armando Monteiro Neto (PTB).

Para a instalação da CPI são necessárias 13 assinaturas, mas ainda faltam oito. Assinaram o requerimento, além de Jugmann e Marília os vereadores Aline Mariano (PSDB), Priscila Krause (DEM) e André Régis (PSDB).

 

CBN RECIFE

VEREADORES ASSINAM REQUERIMENTO PARA CPI DO TRANSPORTE PÚBLICO

A Parlamentar mais recente a aderir ao requerimento foi a Vereadora Marília

Cinco Vereadores do Recife já assinaram o requerimento para instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o transporte público na capital pernambucana. Agora, a CPI proposta pelo líder da bancada de oposição na Câmara, o Vereador Raul Jugmann, precisa de oito assinaturas para atingir o mínimo de 13 necessárias. A Parlamentar mais recente a aderir ao requerimento foi a Vereadora Marília Arraes, do PSB. Embora seja do mesmo partido da gestão municipal, a Socialista disse acreditar que o eleitorado deve entender a sua postura favorável à investigação.